Valter Lemos elogia trabalho da Artave - 11 de Outubro de 2007

in: Diário do Minho, 11 de Outubro de 2007, pág. 12

Governo quer projectar ensino artístico

O secretário de Estado da Educação disse ontem, em Areias, Santo Tirso, que Portugal tem ainda uma percentagem «muito baixa» de frequência nas áreas artísticas profissionais e vocacionais comparativamente a outros países da Europa. «O nosso Pais desprezou durante muitos anos o ensino vocacional artístico e hoje temos dificuldade em conseguir que as áreas vocacionais tenham a mesma expressão que noutros países em termos de dimensão, quantidade e qualidade», justificou o governante.

Valter Lemos, que participava na inauguração da remodelação do Auditório Padre António Vieira da Artave <'Escola Profissional Artística do Vale do Ave, notou que há um «caminho grande a percorrer" e o Governo está empenhado» na reforma do Ensino Artístico.

O processo <.disse – está na fase de estudo. Já foi feito um relatório da Comissão nomeada para o efeito, presidida pelo professor Domingos Fernandes, e estão a decorrer trabalhos com as escolas de ensino artístico relativamente às modificações e mudanças a introduzir.

Valter Lemos confessou que, no âmbito das reformas do ensino profissional, o que mais preocupa o Ministério neste momento é o reforço do ensino artístico enquanto área vocacional de estudo, seja para os alunos que frequentam as escolas públicas de ensino regular e que pretendam ter um reforço da sua formação vocacional na área artística, designadamente na área da música e não só, seja para os que pretendam fazer uma formação vocacional mais aprofundada (cursos profissionais) nessa área, onde a rede é ainda insuficiente.

«0 desenvolvimento do ensino profissional é absolutamente fulcral para Portugal, é principal linha de acção deste Governo na área da Educação, para além do reforço da qualidade da escola pública», acentuou.

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Secretário de Estado da Educação substitui Ministra na inauguração de Auditório

 

Música sempre presente


A sessão inaugural do Auditório Padre António Vieira iniciou-se com a interpretação musical de duas obras de J. S. Bach, pelo Coro do Centro de Cultura Musical da Artave, sob â direcção de Eduardo Rocha.

Estiveram na plateia, para além do secretário de Estado da Educação e outros convidados, o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, a directora da Direcção Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, o presidente da Câmara de Santo Tirso, Castro Fernandes, e o vereador da Educação da Câmara de Famalicão, Leonel Rocha.

A comitiva teve ainda oportunidade de apreciar uma exposição iconográfica das óperas Infantis produzidas pelas Artave e pelo Centro de Cultura e Musical, assistir a várias actuações musicais por alunos ligados aos projectos do primeiro ciclo, à música de câmara (num pequeno auditório), à aprendizagem instrumental e conjunto e à Orquestra Sinfónica e assistir a uma representação de uma canta-ta cénica.

No final da visita, Valter Lemos, que substituiu a ultima hora a ministra da Educação, disse ter ficado com «boa impressão» da Artave -.«Escola Profissional Artística do Vale do Ave e do Centro de Cultura Musical, instalados no Colégio das Caldinhas, assinalando que a instituição tem créditos firmados. «O trabalho que aqui se faz é de excelente qualidade e multo mobilizador, pois consegue articular várias escolas, várias comunidades e isso é fundamental hoje em Educação», sustentou o governante, explicando que a sua presença na inauguração do auditório, é um sinal de «forte apoio e apreciação» do Ministério da Educação pelo projecto em curso naquele estabelecimento de ensino profissional.

Questionado se o projecto artístico da Artave poderá ter maior mérito por estar inserido no Vale do Ave, região predominantemente têxtil, Valter Lemos disse que «o projecto tem mérito independentemente da região onde está inserido,

embora tenha «mais significado» por estar inserido numa região com especiais problemas socio-económicos, designadamente de emprego.

O director da Artave, José Alexandre Reis, que estava à espera da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, agradeceu ao secretário de Estado de Educação por se ter disponibilizado em participar na inauguração do Auditório, um espaço, segundo disse, «tem muitas virtudes e defeitos, mas é funcional».

Instado a revelar o custo da remodelação, José Alexandre Reis limitou-se a dizer que a intervenção implicou «muito dinheiro». «Investimos muito em tecnologia, no equipamento. Estão aqui seis anos ou sete anos de obras, porque não tivemos um financiamento especifico. Tivemos diversos apoios, especialmente do Ministério da Educação, da autarquia de Santo Tirso», acrescentou.

O Auditório Padre António Vieira destina-se preferencialmente aos estudantes da instituição, mas estará também ao serviço das comunidades servirá ao Festival de Guitarra Internacional de Santo Tirso e autarquias.